Você está pensando em Constelar ou tem ouvido muito falar nas Constelações Familiares, mas não sabe exatamente do que se trata?

Nós percebemos que algumas pessoas chegam com dúvidas em seu primeiro contato com as Constelações. Por isso, escrevemos este post para lhe ajudar a compreender um pouco mais desse conhecimento que teve seu olhar ampliado por Bert Hellinger.

Separei algumas perguntas e respostas para as questões que mais ouço e organizei, caso a sua pergunta não esteja aqui me envie para que eu possa responde-la:

 

1 – O que é a Constelação Familiar?

 

A Constelação Familiar é um conhecimento/filosofia também uma aplicação terapêutica que fala sobre a influência dos nossos relacionamentos familiares em nossa vida. O filósofo e psicoterapeuta Bert Hellinger, um dos principais pensadores sobre o assunto, observou que muitas vezes repetimos em nossa vida acontecimentos difíceis que tenham ocorrido a nossos familiares no passado.

Esta repetição acontece motivada por nossa lealdade ao sistema familiar a que fazemos parte. Nos colocamos a repetir como uma busca de um novo resultado, porém, motivados principalmente pelo nosso inconsciente e pela força do campo familiar.

O que Hellinger observou nos seus anos de estudo e prática, é que este movimento de repetição nos coloca em contato com dificuldades em nossa vida (insucesso, dificuldades nos relacionamentos, questões de saúde, etc).

Através da Constelação Familiar, é possível observar as origens sistêmicas de determinadas dificuldades na vida do cliente. Os resultados do atendimento são frequentemente descritos como “aliviantes” e “liberadores.”

Um atendimento em Constelação Familiar pode ocorrer de duas maneiras: Em grupo ou individual.

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2 – Como acontece uma Constelação Familiar em grupo?

 

O atendimento em grupo de Constelação Familiar acontece no Workshop, que é o momento onde pessoas se inscrevem para constelar ou para participar como representantes.

O grupo que se forma é disposto em forma de “U”, com um espaço para o Constelador e o cliente. O Constelador/Facilitador chama então o primeiro cliente que irá constelar.

Na sequência, o facilitador pergunta ao cliente qual a questão que ele deseja olhar. Essa questão é algo que incomoda o cliente em sua vida atual. Por exemplo: dificuldades no relacionamento, questões de saúde, insucesso, dificuldades pessoais, etc.

O Constelador então, pode pedir para alguma das outras pessoas no grupo para entrar na dinâmica representando determinado papel relacionado à questão trazida pelo cliente. Uma vez escolhidos os representantes, eles se movimentam conforme sensações e sentimentos que surgem em seu corpo.

Destas movimentações surgem as informações e também os indicativos da origem da dificuldade que o cliente traz e que se manifesta em seu insconsciente. Ao mesmo tempo, ao observar as imagens que se formam, o cliente permite que seu inconsciente seja exposto a esta nova informação e esta compreensão lhe possibilita realizar um movimento de sair de sua dificuldade para uma vida mais leve e significativa.

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3 – Como acontece uma Constelação individual?

 

O atendimento individual demonstra a mesma dinâmica da constelação em grupo. A diferença básica é que nela há somente a presença do facilitador e do cliente.

Como não existem outras pessoas participando, os papéis que no grupo são atribuídos entre as pessoas presentes, no atendimento individual eles são atribuídos a bonecos, figuras e outras possibilidades de âncoras de determinados papéis.

Nesta forma de atendimento, o cliente passa para o posicionamento das figuras a sua imagem mental de determinada dificuldade, e desta imagem e dos bonecos que a representam, o constelador/facilitador acompanha o cliente no caminho de trazer à luz o que atua em seu subconsciente.

As duas formas de atendimento chegam ao mesmo resultado. O que as diferencia são as condições em que cada uma é realizada.

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4 – Constelação Familiar e Constelação Sistêmica. Tem diferença?

 

Não há diferença. As duas delimitam o mesmo tipo de trabalho. Se há algo que levemente diferencia as duas é que constelação familiar é a aplicação em relacionamentos familiares da Constelação Sistêmica.

Constelação Sistêmica é o guarda-chuva que abrange todas as práticas de constelações: Constelações Familiares (família), Direito Sistêmico (aplicação jurídica) , Saúde Sistêmica (aplicação na saúde) , Pedagogia Sistêmica (Educação) entre outros.

Além disso, Constelação Familiar se tornou o nome mais comum entre todas as aplicações, e é constantemente atribuída a este conhecimento.

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5 – Para que tipo de dificuldades a Constelação Familiar pode me ajudar?

 

A Constelação Familiar é reconhecida como uma terapia integrativa. Ela atua auxiliando o cliente a se movimentar e sair do ponto onde ele se percebe preso a uma dificuldade recorrente em sua vida.

De certa forma, grande parte das dificuldades que atuam em nossa vida podem ser olhadas através das Constelações Familiares. Elas permitem, muitas vezes, movimentos de liberação e possibilitam novos movimentos.

É um conhecimento que já está sendo estudado há cerca de 4 décadas, primeiramente pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, e hoje por diversos profissionais em todo o mundo.

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6 – Quem é Bert Hellinger?

 

Bert Hellinger é o psicoterapeuta alemão que observou as Constelações Familiares na forma como as conhecemos e como aplicamos hoje no Instituto Ipê Roxo.

Nascido em 1925, é formado em Filosofia, teologia e pedagogia. Trabalhou durante 16 anos como parte de uma ordem missionária na África. Posteriormente, saiu desta ordem e passou a estudar psicanálise, dinâmicas de grupo, terapia primal, análise transacional entre outras.

Através de suas experiências e estudos ligados à psicologia e sistemas familiares, ele observou que é possível ver as dinâmicas que atuam em um determinado sistema através da utilização de representantes e atribuição de papéis para cada participante.

A partir dos movimentos e sensações corporais que estas pessoas acessam ao participar de um atendimento, é possível observar a dinâmica familiar que age em uma determinada questão que traz dificuldades ao cliente.

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7 – Qual a base da Constelação Familiar?

 

O trabalho de Hellinger é baseado na ciência fenomenológica (Friedrich Hegel e Immanuel Kant) e de outros conhecimentos da área da psicologia. Além disso, Hellinger entrou em contato também com profissionais que já realizavam uma forma inicial de Constelação Sistêmica.

Alguns autores e conhecimentos que auxiliaram Bert Hellinger na construção desta visão foram Erick Berne (Análise transacional), Arthur Janov (Grito Primal), Jakob Moreno (Psicodrama), Virginia Satir (Esculturas Familiares), entre muitos outros.

Sobre a influência do campo sobre os representantes (durante uma constelação) e na vida do cliente, um autor que é comumente citado é o biólogo inglês Rupert Sheldrake e sua teoria dos campos morfogenéticos.

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8 – A Constelação Familiar é um conhecimento com base religiosa?

 

Não. Bert Hellinger baseou seus conhecimentos em observações empíricas de causa e efeito nas constelações das quais conduzia. A partir destas observações, aferiu alguns conhecimentos que deram início ao que hoje são as Constelações Sistêmicas.

Percebemos como muitas vezes algumas pessoas confundem o que acontece em um workshop com algo ligado a um movimento religioso. Acreditamos que isso acontece pelo fato de este ser um novo conhecimento, e a forma como ele atua ser algo surpreendente e diferente do nosso padrão racional.

Porém, asseguramos que este conhecimento pertence mais ao campo da filosofia do que de linhas religiosas, e também nós o aplicamos desta maneira.

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9 – O que são as 3 leis faladas na Constelação Familiar?

 

Bert Hellinger observou que há 3 leis, ou regras, que atuam nos relacionamentos em um sistema, principalmente o familiar.

Assim como há a lei da gravidade, leis da física e da química, a descoberta de Hellinger mostrou que há 3 parâmetros necessários para a boa saúde dos relacionamentos.

São elas: a ordem, o equilíbrio e o pertencimento. A ordem fala do lugar de cada um dentro do sistema. O equilíbrio é o ponto ideal para as trocas entre as pessoas no sistema e o pertencimento está ligado ao direito de fazer parte de uma pessoa que nasceu em determinada família. De forma geral, elas atuam em todos os tipos de sistema, mas aqui falamos em especial do sistema familiar.

Ela atua sem que haja hierarquia entre elas. Todas são igualmente importantes. Da mesma forma, quando uma delas é quebrada, a tendência é que o sistema familiar experimente um tensionamento entre seus membros, e isto se manifesta através de dificuldades.

Estar ciente desse funcionamento é uma porta para o cultivo de relacionamentos que nos permitem crescer, respeitando o lugar, o pertencimento e a possibilidade de dar e receber de cada pessoa que nos relacionamos.

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10 – É verdade que agora a Constelação Familiar foi reconhecida pelo SUS?

 

Sim. Foi anunciado em 12 de março de 2018 a inclusão de “Constelação Familiar” no âmbito de serviços oferecidos pelo SUS como práticas integrativas.

O então Ministro Ricardo Barros falou na época: “O Brasil passa a contar com 29 práticas integrativas pelo SUS. Com isso, somos o país líder na oferta dessa modalidade na atenção básica. Essas práticas são investimento em prevenção à saúde para evitar que as pessoas fiquem doentes. Precisamos continuar caminhando em direção à promoção da saúde em vez de cuidar apenas de quem fica doente”.

No lançamento da inclusão das Constelações Familiares nos serviços do SUS, a matéria do ministério disse que “evidências científicas têm mostrado os benefícios do tratamento integrado entre medicina convencional e práticas integrativas e complementares. Além disso, há crescente número de profissionais capacitados e habilitados e maior valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte dessas práticas.”

Para todos que já conheciam a Constelação Familiar e a força deste trabalho, foi um momento de grande alegria e reconhecimento desta ferramenta.

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11 – Este conhecimento está sendo utilizado em fóruns jurídicos do Brasil?

 

A Constelação Sistêmica tem ampliado muito a sua aplicação, dada sua força e efeitos para ajudar a solucionar conflitos nos relacionamentos entre as pessoas. Uma destas aplicações tem trazido muitos resultados e recebeu o nome de Direito Sistêmico, que é a prática das Constelações Familiares no Judiciário.

Geralmente, este conhecimento é aplicado nas fases conciliatórias do processos, e tem encontrado a reversão de mais de 90% dos processos em acordos em determinados parâmetros.

É um movimento que se iniciou na Bahia, com o Juiz Sami Storch, tem se espalhado pelo Brasil e também para o mundo. A aplicação partiu de uma iniciativa pessoal de Sami com os conhecimentos trazidos por Bert Hellinger nas Constelações Sistêmicas.

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12 – Quais outras aplicações da Constelação Familiar?

 

A Constelação Familiar é a aplicação terapêutica do conhecimento sistêmico de Bert Hellinger. Porém, sua utilização não se restringe  a este âmbito.

Há a Constelação Organizacional, para o trabalho com e dentro de empresas; o Direito Sistêmico, que é a utilização destes conhecimentos na condução de conflitos que já chegaram ao judiciário; Pedagogia Sistêmica, que trabalha no sistema educacional e principalmente com crianças; Saúde Sistêmica, que trabalha na área de saúde como apoio ao tratamento tradicional, entre outras abordagens.

O conhecimento é tão vasto, e tão útil, que muitos profissionais, de àreas diferentes daquelas mencionadas aqui, buscam o aprendizando como uma forma de aplicar na sua àrea de atuação. Essa abrangência se explica, antes de tudo, pelo fato da Constelação Familiar olhar para os relacionamentos humanos e o que atua neles.

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13 – Minha família é a culpada por meus problemas?

 

Não. Embora a Constelação Familiar fala de como somos influênciados por acontecimentos de nossa rede familiar, e em especial dos nossos antepassados, ao mesmo tempo, ela fala da nossa responsabilidade pessoal diante de todos os movimentos de nossa vida.

Isso significa que nós sofremos sim influência das experiências que compõe a nossa história familiar, com tudo que faz parte. Mas, em última instância, mesmo que inconscientemente, nós decidimos e nos colocamos no caminho da repetição.

Aqueles que aceitam sua responsabilidade na ação em sua própria vida, conseguem através da Constelação trazer para o consciente o que está atuando de forma inconsciente.  E desta forma, podem tomar as atitudes necessárias para cessar o movimento que traz dificuldades e se abrir para aquilo que é mais leve e produtivo em sua vida.

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14 – Qual meu papel como pai ou mãe, pelo olhar das Constelações Familiares?

 

Pai e mãe são os papéis mais importantes dentro do olhar das Constelações Familiares. Ao permitir que a vida siga adiante, o pai e a mãe também dão acesso aos seus filhos ao sistema familiar de cada um.

Nisso, cabe aos pais estarem atentos: como descrito por Hellinger, filhos são extremamente sensíveis às dificuldades dos pais, principalmente enquanto crianças. Estes, ao perceber a dor que seu pai ou sua mãe estão emaranhados, geralmente se engantam nesta mesma dificuldade, numa tentativa inconsciente de tomar para si o que faz o pai ou a mãe infeliz.

Essa quebra da ordem (filhos buscando resolver algo no lugar dos pais) é um comportamento sobre o qual as crianças não se dão conta. Elas são guiadas somente pelo seu amor profundo e a sentimento de lealdade ao sistema e a seus pais.

Buscar possibilidades de lidar com as dificuldades de uma maneira clara e madura minimiza que os filhos sintam a necessidade desse movimento (de salvação dos pais) que se mostra bastante prejudicial para seu desenvolvimento.

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15 – Alguns termos e seus significados que se usa na Constelação Familiar.

 

Durante o atendimento nos Workshops, algumas palavras são utilizadas como forma de externalizar o movimento que se mostra a partir do campo do cliente, e também de auxiliar que aquilo que está inconsciente venha para a consciência do cliente e de seu sistema familiar.

Alguns termos e frases são:

“Eu sigo você” – em dinâmica com familiares já mortos ou com destino difíceis, é comum o movimento de membros mais novos do mesmo sistema de repetir o mesmo destino, numa forma de compensação. Ao falar a frase, o cliente tem a chance de perceber o que atua dentro de si.

“Tomar” – a palavra tomar é utilizada no sentido de “se apropriar, sem ressalvas”. Geralmente esta palavra tem grande efeito na relação de pais e filhos, sendo estes os responsáveis por aceitar o que é dado pelos seus pais, da forma como é.

“Você também faz parte” – Em algumas dinâmicas familiares aparece a exclusão de um ente, por diversos motivos. Essa frase atua como uma reconexão ao pertencimento de quem sofreu a exclusão e o reconhecimento que este pertencimento nunca deixou de existir.

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19 – O que é Constelar um tema?

 

Constelar um tema é a forma como é chamado o atendimento em Constelação Familiar. Isso porque a pessoa que chega para constelar, traz para o Constelador uma dor que ela sente como algo que está difícil em sua vida.

O Constelador então faz algumas poucas perguntas (se sentir esta necessidade) apenas para se conectar àquilo que é trazido pelo cliente. E partir deste momento, segue para a Constelação.

A partir do tema trazido pelo cliente (por exemplo: “tenho dificuldade com meu pai”) são escolhidos representantes para o cliente e para o pai do cliente. Estes representantes, através de sensações corporais ou emoções que surgem do campo, irão se movimentar. A continuidade deste processo é que trará as informações que podem auxiliar o cliente a lidar com a sua dificuldade.

Além disso, há também um movimento que acontece no campo familiar do cliente, com estes mesmos movimentos sendo absorvidos neste inconsciente familiar.

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